LADO MÍSTICO


02/07/2008


AS FASES DA LUA!!!

A Lua, em seu percurso ao redor da Terra, reflete a luz do Sol e apresenta-se em sombra e luz nas suas quatro fases. Desde a mais remota antigüidade, o homem baseia-se em suas fases para plantar, colher, amar e trabalhar. Através de suas fases, podemos nos planejar, facilitar nosso dia-a-dia e facilitar nossos projetos. Vale a pena usar essa nossa amiga do céu.

Oriente-se pelas fases da Lua. Abaixo, estão anotados dia e hora em que ela inicia uma nova fase, que dura aproximadamente sete dias.
02/07/2008 23:20  Nova
10/07/2008 01:36  Crescente
18/07/2008 05:00  Cheia
25/07/2008 15:43  Minguante




02/07/2008 23:20 - Nova
Momento em que a Lua se encontra na mesma direção do Sol e reflete pouco ou quase nada de sua luz. No dia em que se inicia sua fase nova, está no que chamamos de conjunção, podendo eventualmente ocorrer um eclipse, quando a Lua oculta ou eclipsa a luz do Sol. Após o início desta fase, ela caminha para a sua fase crescente.

Os sete dias após o início da Lua Nova são favoráveis à organização de atividades cotidianas, às atividades intelectuais e às pesquisas, aos trabalhos que exijam espírito de cooperação, às decisões relativas a compromissos sociais e amorosos e aos assuntos voltados para o bem comum.

De bem com a Lua Nova
fazer dietas para ganhar peso
fazer investimentos
fazer negócios com imóveis
iniciar atividades ligadas ao ensino
iniciar atividades que tenham resultados a médio prazo.
iniciar projetos culturais e de pesquisa
iniciar uma construção ou obras de melhoria
introduzir algo novo em qualquer coisa que já esteja em andamento
organizar tarefas cotidianas
período de fertilidade, favorecendo a concepção
período propício para criar, em todos os sentidos

De mal com a Lua Nova
não fazer cirurgias no dia exato do início da Lua Nova




10/07/2008 01:36 - Crescente
Momento em que a Lua se encontra a 90º em relação ao Sol, formando uma quadratura. A partir do dia do início da Lua Crescente, ela caminha para sua fase cheia.

Os sete dias após o início da Lua Crescente são favoráveis ao início de novos empreendimentos, ao esclarecimento de mal-entendidos, às atividades que exijam desapego de situações e de relacionamentos obsoletos, às tentativas de aprimoramento em todas as áreas.

De bem com a Lua Crescente
assinar contratos e papéis
começar estudos de aperfeiçoamento
começar uma poupança e iniciar investimentos
cortar cabelo para ter crescimento rápido
esclarecer mal-entendidos
fazer dietas para aumento de peso
fazer lançamentos e exposições
iniciar atividades que exijam um bom público
iniciar atividades que tenham resultados a curto e médio prazo
iniciar de atividades ligados ao ensino
iniciar novos projetos e empreendimentos

De mal com a Lua Crescente
não faça dietas para emagrecer, é mais difícil perder peso




18/07/2008 05:00 - Cheia
Momento em que a Lua encontra-se a 180º em relação ao Sol, formando uma oposição. A partir do dia do início da Lua Cheia, ela caminha para sua fase minguante.

Os sete dias após o início da Lua Cheia são favoráveis aos relacionamentos sociais; à conscientização de bloqueios, dos obstáculos e dos problemas; às mudanças de residência; ao abandono de hábitos antigos; à comunicação de novas idéias e planos; às atividades que exijam força de vontade e determinação.

De bem com a Lua Cheia
começar atividades que exijam cooperação das pessoas
cortar cabelo para crescimento com fios mais fortes e volume
divulgar novas idéias
fazer atividades ao ar livre com grande número de pessoas
fazer mudança de residência
iniciar atividades com pouca duração e com sucesso
marcar atividades de lazer à noite
marcar eventos para ter grande presença de público
marcar eventos que devam ter sucesso rápido e divulgação
marcar para encontros e atividades sociais
ocorrem maior número de nascimentos

De mal com a Lua Cheia
evite qualquer tipo de cirurgia, o risco de hemorragias e infecções é maior.
não faça dietas para emagrecer, é mais difícil perder peso
tendência a insônias. O melhor mesmo é sair à noite.
maior propensão a acidentes de trânsito




25/07/2008 15:43 - Minguante
Momento em que a Lua se encontra a 90º em relação ao Sol, formando uma quadratura. A partir do dia do início da Lua Minguante, ela caminha para sua fase nova.

Os sete dias após o início da Lua Minguante são favoráveis ao planejamento de atividades e empreendimentos; à conclusão de trabalhos inacabados, à solução criativa de problemas ligados ao passado, ao relacionamento com jovens, adolescentes e crianças e ao início de tratamentos da saúde.

De bem com a Lua Minguante
Bom período para cirurgias
começar dietas de emagrecimento
cortar despesas e rever orçamento
corte de cabelo para conservar o corte
encerrar dívidas e pendências
encerrar tarefas inacabadas
fazer arrumação de papéis
fazer depilação e limpeza de pele
iniciar eventos que exijam estudos e concentração
parar com hábitos e vícios
planejar novas atividades e empreendimentos
resolver assuntos do passado
iniciar tratamentos de desintoxicação

De mal com a Lua Minguante
evitar atividades que requeiram divulgação
evitar abrir negócios
não fazer lançamentos e exposições
não começar nada que requeira crescimento ou extroversão

Escrito por MORENA às 10h07
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04/06/2008


wicca


Wicca é uma religião neopagã baseada na crença da magia e filosofia Celta (a principal fonte de conhecimentos por toda a Europa antiga), apesar de haver também outras grandes fontes de conhecimentos como os Panteões (conjunto de Deuses) Nórdicos, Romanos e Gregos... Porém, sempre se manteve o equilíbrio entre o masculino e o feminino... O inglês Gerald Gardner reascendeu a Wicca, junto com outros Bruxos, em meados dos anos 40 e 50, e embora essa "fundação" tenha ocorrido provavelmente na década de 1940, só foi revelada publicamente em 1954. Vale lembrar que a Wicca não foi uma Religião criada a partir do nada, e nem foi criada por Gardner, mas sim ressurgida da sobrevivência da Bruxaria Pagã adaptada ao mundo de hoje, A Neo-Bruxaria ou A Bruxaria Moderna, e à toda a ascensão do Patriarcado até a Idade Média. Veio a público somente nesse período pois a Bruxaria ainda era vista como crime até as décadas de 40 e 50 na Inglaterra. E depois do trabalho de divulgação e esclarecimentos realizado por Gardner, essa idéia de "crime" foi repensada e posteriormente extinta.
Desde seu renascimento, várias tradições da Bruxaria Wicca evoluíram ou foram criadas. A Tradição que segue os ensinamentos e práticas específicas, conforme estabelecidos por Gardner, é denominada
Tradição Gardneriana. Além dela, muitas outras Tradições de Wicca se desenvolveram e também existem muitos praticantes de Wicca que não pertencem a nenhuma Tradição estabelecida, mas criam a sua própria forma de culto (ecléticos) ou que seguem por conta própria alguma Tradição já estabelecida aos Antigos Deuses, se denominando Bruxos Solitários. Podendo contudo participar dos "sabbats" e "esbats"com outros Bruxos Wiccanianos.
É importante frisar que a Wicca não é uma
religião antiga, mas uma religião com bases antigas. A Wicca tem suas crenças fundadas no antigo Paganismo.
Definição
A palavra Wicca vem do
Inglês antigo, tendo sido re-introduzida no uso moderno daquele idioma por Gerald Gardner, em sua publicação de 1954. Embora Gardner utilizasse a grafia "Wica", popularizou-se o uso de "Wicca", mais aderente à etimologia da língua inglesa.
Os primeiros livros sobre Wicca em língua portuguesa foram traduções da língua inglesa, tendo seus tradutores optado por manter a grafia original. Mais tarde, os livros escritos diretamente em Português mantiveram esse uso. No entanto, não há consenso entre autores e tradutores sobre a palavra a ser usada na língua portuguesa para designar o praticante da religião Wicca, sendo utilizadas mais amplamente as formas wiccano(a) e wiccaniano(a). É também de uso menos comum a forma wiccan (para ambos os sexos).
Os defensores da forma wiccaniano alegam ter sido o primeiro livro sobre Wicca traduzido para o português a "Feitiçaria Moderna", de Gerina Dunwich, onde foi utilizada essa forma. Os demais termos são normalmente mantidos sem tradução, em sua forma originalmente usada na língua inglesa.
Embora sejam algumas vezes usadas como sinônimo, "Wicca" e "Bruxaria" são conceitos diferentes. A confusão se dá porque tanto os praticantes de Wicca quanto os de
Bruxaria se denominam Bruxos. Da mesma forma, não devem ser confundidos os termos "Wicca" e "Paganismo", uma vez que a Wicca é apenas uma das expressões do paganismo.
A Wicca é uma religião iniciática, e pode ser praticada tanto de forma tradicional quanto de forma solitária. Nas formas tradicionais, os praticantes avançam através de "graus" pré-definidos de iniciação e geralmente trabalham em "
coven's". Nas formas solitárias, os praticantes geralmente se auto-dedicam e auto-iniciam nas práticas da Wicca, e depois normalmente a praticam sozinhos ou se juntam com outros Bruxos Solitários para formarem um Coven. Algumas vezes, solitários são iniciados por outros sacerdotes ou sacerdotisas antes de estabelecerem sua prática preferindo ser iniciado à polemizada, entre os praticantes mais antigos e/ou tradicionalistas, auto-iniciação, que tem sua validade bastante questionada internamente, mas que acaba em certos casos, se tornando a única forma de iniciação para os praticantes que não são solitários por opção, e sim pela ausência de acesso à outros praticantes já iniciados.
Todas as formas de Wicca cultuam a
Deusa e o Deus, variando porém o grau de importância dado ao culto de cada um deles, pois apesar de existir tradições que cultuam um ou outro com maior dedicação, os culto aos dois com dedicação igual é um ponto forte e mais presente nas crenças wiccanas devido ao trabalho com o eqüilíbrio entre as polaridades feminino e masculino.
Crenças e Práticas
Há diversas denominações (chamadas comumente de
Tradições) Wiccanas. Assim, há uma enorme quantidade de variações sobre as crenças e as práticas Wiccanas.
A prática Wiccana mais comum cultua duas Divindades, a
Deusa e o Deus, algumas vezes chamado de Deus Cornífero (do latim: "o que porta cornos"), Deus Verde, Deus Caçador, Deus Criança, etc...
Algumas Tradições, principalmente as denominadas
Tradições Diânicas, dão mais ênfase ao culto da Deusa, outras dão ênfase ao Deus e a Deusa como complementos de toda a criação, portanto, em igualdade de condições. Algumas Tradições Diânicas feministas não consideram o Deus. Alguns praticantes discordam dessa posição, dizendo não haver razão para realizar as celebrações ritualísticas mais importantes sem a presença das duas polaridades. Outros praticantes vêem a Deusa como o Todo, sendo assim o Deus apenas uma parcela da Deusa. O importante neste assunto é saber que todas estas Divindades são Pagãs.
A maioria dos praticantes de Wicca, no entanto, não se diz
dualista, mas politeísta, às vezes com referências a panteões específicos, como o celta, o grego, o nórdico, dentre outros. Alguns praticantes da Wicca poderiam ainda ser classificados, dependendo de sua Tradição ou crença pessoal, como animistas, panteístas, panenteístas, dentre outras de uma vasta faixa de possibilidades, mas nunca monoteístas. Porém, não vamos confundir quando ouvirmos dizer que a Wicca é de princípio Monista, aonde expressa a crença de que tudo o que há foi criado por uma única divindade, no caso da Wicca, a Deusa. Os Panteões mais tradicionais na Wicca são os europeus, por terem sido o berço da "Arte dos Sábios" ou da "Antiga Religião".
Os ritos da Wicca reverenciam a ligação da vida dos praticantes e das Divindades com a Terra. Essa reverência se expressa, principalmente, através de rituais cuja liturgia celebra as lunações e as mudanças das estações do ano. Sem esquecer a crença da reencarnação dentre os Bruxos Wiccanianos.
Os praticantes de Wicca realizam rituais em honra à Deusa nas noites de Lua Cheia. Esses rituais são normalmente denominados
Esbats. Algumas tradições chamam também de Esbat rituais realizados nas demais fases da lua.
Estes ritos são celebrações onde se acredita que a Deusa Sábia desce até a Suma Sacerdotisa através do rito de "Puxar a Lua", sem tomar seu corpo, e através dela revela a sua sabedoria.

Escrito por MORENA às 16h06
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Casamento de bruxos em Averbury, Inglaterra (Beltane 2005)
O culto à Deusa pode ser feito a um dos aspectos do divino feminino:
A virgem, que representa a pureza feminina, o vigor, a inocência e a sedução (Lua Crescente);
A mãe, fonte da vida e protetora (Lua Cheia);
A anciã, velha e sábia, conhecedora dos maiores mistérios da vida e da morte (Lua Minguante);
A ceifera, seu lado escuro e destruidor (Lua Negra).
Vale alertar que não há entidade que represente o "mal supremo" na Wicca. Todos os Deuses têm a polaridade bem/mal e a sabedoria para usar.
É prática corrente na maioria das tradições comemorar anualmente oito festivais sazonais, chamados de
Sabbats. Eles marcam a passagem do tempo no calendário solar e costumam seguir a seguinte ordem:
O ano se inicia em
Samhain (lê-se: soul-êim), quando o Deus, filho e consorte da Deusa, morre;
Depois ele nasce em
Yule do útero da Deusa;
Passa sua infância em
Imbolc, quando é alimentado pelo seio sagrado da Senhora Sábia, que agora descansa do parto;
Em
Ostara é a Deusa Renascida que vem trazendo sua força: ela é a Deusa Infante e ele o Jovem Caçador das Matas;
Em
Beltane ele se une à Deusa Donzela, e com ela faz o Grande Rito;
Em
Litha ele é o mais poderoso e implacável Senhor da Mata, e a Donzela já se tornou a Sacra Mãe;
Em
Lammas ele começa sua rota ao declíneo. Ele é o Deus da Magia, enquanto a Deusa segue seu trilhar para dar a luz novamente ao seu filho;
Em
Mabon ele é o Grande Sábio Deus Verde, e está se preparando para sua passagem, enquanto a Deusa começa sua resignação como mãe e mulher que sofre a já perda de seu Filho;
Volta a morrer em Samhain, realizando a grande espiral do renascimento, ou simplismente a Roda do Ano.
Quatro Sabbats, chamados Maiores por algumas tradições, celebram o auge das estações. São eles o Samhain (Outono), Beltane (Primavera), Imbolc (Inverno) e Lammas ou Lughnasadh (Verão). Os demais, chamados às vezes de Sabbats Menores, comemoram
Solstícios - Litha (Verão), Yule (Inverno), Equinócios – Ostara (Primavera) e Mabon (Outono).
Há uma grande controvérsia entre os praticantes brasileiros sobre qual a forma mais adequada de escolher as datas dos Sabbats. Vários deles defendem que os Sabbats sejam comemorados nas mesmas datas em que isso é feito no Hemisfério Norte (por exemplo, Yule em Dezembro), enquanto outros defendem a comemoração nas datas em que as estações ocorrem no Hemisfério Sul (Yule em Junho). Praticantes australianos, argentinos, porto-riquenhos, africanos-do-sul e uruguaios comemoram, em sua grande maioria, as datas do Hemisfério Sul.
Alguns chamam a Wicca de religião da Deusa, porque enxergam na Deusa a totalidade. Outros contestam esta afirmação, crendo que em nenhum momento isso se torna verídico, pois a Deusa, por mais poderosa e onipotente que seja, realiza a "Descida" até o Deus do Sub-Mundo, e apenas lá recebe, por intermédio das provações, o conhecimento que precisa para se tornar plena (mitema iniciático). Assim, a Deusa não está completa sem o Deus, nem para portar o conhecimento, nem para realizar o Grande Rito da criação universal, pois apenas dois opostos podem se unir e criar de sua união o Tudo. Há vertentes de Wicca que consideram a Deusa completa em si mesma, e outras que enfatizam a crença e culto na polaridade. Não há posturas certas nem erradas, ambas expressam crenças diversas dentro da mesma religião e cada praticante escolhe a de sua preferência.
Alguns praticantes se reúnem em grupos, denominados
Covens, Círculos, Família, Groves ou Clãs, que se diferem em número de participantes, ligação íntima dos praticantes ou até mesmo práticas de Tradições irmãs, enquanto outros trabalham sozinhos e são chamados de "solitários". Alguns solitários, no entanto, se reúnem em "encontros", círculos de estudo ou círculos abertos e outros eventos comunitários como o ESP, o PNT, o EnWicca ou EAB (eventos públicos para pagãos), mas reservam suas práticas espirituais (Sabbats, Esbats, feitiços, culto, etc.) para quando estão sozinhos. Alguns praticantes trabalham em comunidade sem necessariamente fazer parte de um Coven.
É usual que os ritos praticantes sejam realizados no interior de um
círculo mágico, que é traçado de forma ritual, após a limpeza e consagração do local, que em geral é realizado em casa ou em pequenos espaços: quartos, salas, quintais, etc, adaptando à modernidade no quesito pouco acesso à um lugar de maior contato com a natureza, e até à falta de segurança. Preces ao Deus e à Deusa são proferidas, a evocação dos Guardiães dos pontos cardeais é realizado, e muitas vezes são feitos feitiços adequados ao rito em condução (o qual é o ponto focal da celebração), e então é realizado o Cone de Poder, que concentra e envia as energias do círculo até o objetivo almejado por todos. Ao final, é tradicional a partilha de pão e vinho em certos rituais e celebrações.
Alguns ritos esquecidos da prática Wiccana estão em ascensão novamente, como os ritos de honra e homenagen ao ancestrais, e, os ritos de passagem, como o banho de prata, o Handcliff, o HandFasting, entre outros.
A maioria dos wiccanos usa um conjunto de instrumentos de altar em seus rituais. Esses instrumentos incluem, dentre infinitos outros, vassouras, caldeirões, cálices, bastões, atames (um espécie de adaga ou punhal, que não é usado para sacrifícios de qualquer espécie), facas (bolline, usada para cortar ervas, flores, e gravar símbolos e velas), velas, incensos, etc. Representações da Deusa e do Deus são também comuns, seja de forma direta, representativa, simbólica ou abstrata, e são mais usados os símbolos do Cálice para a Deusa, que é o símbolo de seu útero, e o Athame para o Deus, que é a representação de seu falo. Os instrumentos são apenas isso, instrumentos, e não têm poderes próprios ou inerentes. Apesar disso, são normalmente dedicados ou "carregados" com um propósito específico, e usados apenas nesse contexto. É considerado extremamente rude tocar os instrumentos de um bruxo ou bruxa sem sua permissão.
O pentáculo - um pentagrama, estrela de cinco pontas, inscrito em um círculo - é um dos símbolos mais utilizados por praticantes para representar sua fé. É usado para representar 5 elementos componentes da natureza:
Os quatro elementos clássicos - terra, ar, água e fogo - mais o espírito (às vezes chamado de akasha ou éter). Muitos Gardnerianos, no entanto, contestam essa atribuição. E quando às vezes utilizado de cabeça para baixo, é atribuído ao Deus Cornífero.
Os praticantes acreditam que cada um deve cultuar a(s) divindade(s) à sua própria maneira. Sem imposições ou leis escritas, mas com consciência em relação à cidadania, à auto-estima e à preservação ambiental, repudiando qualquer forma de preconceito e proselitismo, e incentivando a igualdade de gênero e a liberdade sexual.
A Wicca tem, como leis comuns, a
Lei Tríplice, que dita a regra: "tudo o que fizeres voltará em triplo de volta para ti" (tanto de bom quanto de ruim) e a Wiccan Rede que dita: "Faça o que quiseres, desde que nada nem ninguem prejudiques" ou popularmente repetido como "Faça o que queres, desde que não prejudiques nem a nada nem a ninguém, nem a si próprio". A primeira ilustra bem a importância do número 3 em sua filosofia, também exemplificada nos aspectos da Deusa-mãe (virgem, mãe e anciã), e nos três graus iniciáticos de algumas tradições.

Nomes Mágicos
Os praticantes da Wicca, quando realizam o ritual de iniciação na religião, ao se apresentarem aos Deuses, se apresentam com o nome dito "mágico" que será de conhecimento dele mesmo e dos Deuses, se reapresentando com o novo nome.
Mas também "ganham" um novo nome, diferente do apresentado aos Deuses, ao entrarem em um Coven, para ser chamado assim dentro do seu Coven e/ou dentro da comunidade Pagã; e alguns preferem usar um outro nome para ser conhecido entre outros pagãos, diferente dos outros dois, o do Coven e o apresentado aos Deuses.
Alta sacerdotisa
A Alta sacerdotisa é, no entendimento da Wicca, geralmente uma mulher que já alcançou o terceiro grau dentro de um Coven. Em muitos Covens, a Alta Sacerdotisa é a autoridade mais importante lá dentro, onde é dito que sua palavra é lei.
São papéis de uma Alta Sacerdotisa:
Treinar outros praticantes dedicados ao Coven junto ao Alto Sacerdote;
Servir como conselheira e mediadora ao lado do Alto Sacerdote;
Representar a Deusa nos rituais;
"Puxar o Sol para baixo" pelo Alto Sacerdote.
Alto Sacerdote
O Alto Sacerdote desempenha quase que as mesmas funções dentro de um Coven. Dependendo da Tradição, sua autoridade é igual a da Alta Sacerdotisa, em outras, é de certa forma a ela submisso, mas igualmente respeitado.
São os papéis do Alto sacerdote:
Junto com a Alta sacerdotisa treinar outros praticantes dedicados ao Coven;
Servir como conselheiro e mediador, ao lado da Alta sacerdotisa;
Representar o Deus nos rituais;
"Puxar a Lua pra baixo" pela Alta sacerdotisa.
Wicca e a sua (não) Relação com o Demônio
A Wicca nada tem a ver com cultos satânicos, com o satanismo em si ou com adoradores do mal. A Wicca vê o demônio como um bode expiatório onde os seres humanos depositam a responsabilidade do mal que eles mesmos causam. Também não acreditam no mal absoluto e nem no bem absoluto. O universo é um equilíbrio das energias boas e ruins. Tudo deve estar equilibrado para que a vida funcione.
O Demônio é um personagem mítico pertencente às religiões judaico-cristãs. Uma vez que a Wicca não é uma vertente dessas mesmas, a crença no Diabo torna-se ausente nos dogmas da religião.
O que a Wicca não é
Os praticantes da Wicca são alvo de uma série de visões errôneas, que gera grande preconceito e medo. Esta lista serve para esclarecer e extinguir falsas idéias sobre o culto Wicca. Os praticantes da Wicca:
Não acreditam nem adoram o que os cristãos conhecem como
Satã ou Demônio;
Não sacrificam animais ou seres humanos em seus ritos;
Não odeiam nem desprezam os cristãos, os judeus, a
Bíblia, Jesus Cristo, Jeová, os islâmicos, o Alcorão, Maomé, Alá ou qualquer outra expressão religiosa. Ao contrário, advogam o direito à plena liberdade de expressão religiosa para todas as pessoas, independente de credo ou denominação;
Não são sexualmente anticonvencionais, muito menos pervertidos, embora o respeito à diversidade, inclusive a sexual, seja um valor importante para eles;
Não encorajam o uso de drogas muito menos orgias sexuais durante seus ritos privados ou públicos;
Não são cristãos, islâmicos, judaicos ou praticantes de qualquer outra religião monoteísta.
Não são guiados por magos ocultistas.
Além disso:
Todos os praticantes de Wicca são neo-pagãos, mas nem todos os neo-pagãos são praticantes de Wicca;
Todos os praticantes de Wicca são bruxos, mas nem todos os bruxos são praticantes de Wicca.

Escrito por MORENA às 16h05
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Magia

Magia (não confundir com mágica ou truque) antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o dominio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. A etimologia da palavra Magia, provém da Lingua Persa, magus ou magi, significando tanto imagem quanto um homem sábio. Também pode significar algo que exerce fascínio, como por exemplo quando se fala da magia do cinema.

Origem e história
Há registros de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações. Supõe-se que o caçador primitivo, entre outras motivações, desenhava a presa na parede da caverna antevendo o sucesso da caça. Adquiriu o ritual de enterrar os mortos. Nomeou as forças da natureza que (provisoriamente) desconhecia, dando origem à primeira tentativa de compreensão da realidade, o que chamamos de
mito.
Segundo o
Novo Testamento bíblico, por exemplo, são três Magos os primeiros a dar as boas vindas ao Messias recém-nascido.(Obs.: a Biblia nunca disse eram reis magos, somente diz que eram astrólogos que vinham do oriente, a tradição da igreja é que diz que eram reis magos, mas sem o apoio bíblico, que é a maior autoridade neste respeito) No Velho Testamento, há a disputa mágica entre Moisés e os Magos Egípcios. Nos Vedas, no Bhagavad Gita, no Alcorão, nos diversos textos sagrados existem relatos similares.
Praticamente todas as religiões preservaram suas atividades mágicas ritualísticas, que se confundem com a própria prática religiosa - a celebração da
Comunhão pelos católicos, a incorporação de entidades pelos médiuns espíritas, a prece diária do muçulmano voltado para Meca ou ainda o sigilo (símbolo) do caboclo riscado no chão pelo umbandista.
Os antigos acreditavam no poder dos homens e que através de magia eles poderiam comandar os deuses. Assim, os deuses são, na verdade, os poderes ocultos e latentes na natureza.
Durante o período da
Inquisição, os magos foram perseguidos, julgados e queimados vivos pela Igreja Católica, pois esta acreditava que a magia estava relacionada com o diabo e suas manifestações.
A magia, segundo seus adeptos, é muitas vezes descrita como uma ciência que estuda todos os aspectos latentes do ser humano e das manifestações da natureza. Trata-se assim de uma forma de encarar a vida sob um aspecto mais elevado e espiritual. Os magos, utilizando-se de atividades místicas e de autoconhecimento, buscam a sabedoria sagrada e a elevação de potencialidades do ser-humano.
A magia seria também a ciência de simpatia e similaridade mútua, como a ciência da comunicação direta com as potências supernaturais, um conhecimento prático dos mistérios ocultos na natureza, intimamente relacionada as disciplinas ditas ocultas, como o
hermetismo do antigo Egito, como a Alquimia, a Gnose, a Astrologia. Para Aleister Crowley, "a arte de provocar mudanças a partirr da vontade" No final do século XIX ressurgiu, principalmente após a publicação do livro A Doutrina Secreta, de Helena Petrovna Blavatsky e pela atuação da Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (Hermetic Order of the Golden Dawn), na Inglaterra, que reviveu a magia ritualística e cerimonial.

Prática da Magia
A prática da magia requer o aprendizado (pelo iniciado, pelo
xamã, pelo sacerdote, etc.) de diversas técnicas de autocontrole mental, como a meditação e a visualização. Franz Bardon, proeminente mago do séc. XX, afirmava que tais exercícios tem como objetivo equilibrar os quatro elementos presentes na psique do mago, condição indispensável para que o praticante pudesse se envolver com energias mais sutis, como a evocação e a invocação de entidades, espíritos e elementais (seres da Natureza), dentro de seu círculo mágico de proteção. Outras práticas mágicas incluem rituais como o de iniciação, o de consagração das armas mágicas, a projeção astral, rituais festivos pagãos de celebração, manipulação de símbolos e outros com objetivos particulares .

Escrito por MORENA às 14h35
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fadas



Como reza a lenda existem vários tipos de fadas, algumas têm a nossa aparência e o nosso tamanho, outras possuem corpos de tamanho de crianças e outras no entanto não ultrapassam os 20-30 cm.Algumas são as aparições das antigas deusas pagãs e outras são espectros, como as Banshies da Irlanda, mas todas elas acabam por ser a manifestação da fantasia e da natureza.As Fadas são divindades da natureza, elas são parte das arvores, florestas e das flores...A palavra "fada" remonta-nos à Idade Média por volta dos anos de 1150, e é geralmente aceite que "fada" vem do latim "fatum", o destino e de "fata" o nome para a deusa do destino em latim.Para os Romanos, as fata eram as ninfas e silfos, entidades e divindades da natureza aos quais prestavam homenagem.A palavra fada foi assim avançando no tempo, o verbo latino "fari" que significa profetizar e que por sua vez origina do francês arcaico "faer" que significa enfeitiçar, e assim a palavra se foi transformando na nossa actual "fada".Os reinos imaginários, os territórios feéricos não são conhecidos por nenhum mortal, em alguns textos da Idade Média existem inúmeros locais de passagem para esses territórios, nos romances de fantasia é comum ver-se um cavaleiro a perseguir um cervo ou corça normalmente de cor alva, é um animal mágico que engana assim o cavaleiro conduzindo-o ao local onde se encontram as fadas, logo que o cavaleiro conseguia apanhar o animal, ele desaparecia ou transformava-se numa bela dama jovem e o cavaleiro pensaria ter encontrado a felicidade suprema, mas na verdade, caso ele não se acautela-se seria subjugado para todo o sempre...Um desses territórios feéricos, é por excelência a ilha de Avalon, onde segundo reza a lenda está sepultado o grandioso Rei Artur e onde apenas os seres feéricos e alguns cavaleiros que por sua pureza são dignos de entrar para essa terra maravilhosa e cheia de magia...No entanto as alianças com as fadas são possíveis, mas ficam sujeitas a condições que nós os mortais dificilmente conseguimos respeitar, aos nossos olhos essas regras parecem banais ou caprichos das fadas e assim transgredimos facilmente as regras perdendo todo o amor da fada encontrada…Por exemplo a proibição de chamar a fada pelo seu nome, evocar a sua presença a uma terceira pessoa, pronunciar certas palavras etc...À mínima falha a fada desaparece como também o seu amor.Há uma lenda bem evocatória destas regras, existe a historia de um fidalgo no centro de França que encontrou uma dama tão bela que quis casar logo com ela, essa dama obviamente era uma fada, e logo aceitou, mas com a condição de que ele nunca pronunciasse a palavra “morte”. O fidalgo aceitou logo, pois ele apenas agora só pensava na vida alegre que teria com a fada.Ele conseguiu manter a promessa e durante muitos anos ele viveu uma felicidade extrema, mas um dia, infelizmente a fada atrasou-se um pouco mais para se arranjar e ir ao encontro dele, ao chegar ele disse de repreensão. "– Senhora minha, seríeis uma boa mensageira da morte, pois levais muito tempo a desempenhar as vossas tarefas."Nisto, mal acabou de dizer a frase a fada deu um grito e desapareceu para todo o sempre …Outras das Fadas mais conhecidas são as Banshies, ás quais lhes cabe o papel de anunciar a morte e só algumas das famílias de alta linhagem ou pessoas dotadas para a musica são protegidas por estas fadas, pois a musica e a poesia são dons das fadas e quem possui estes dons é aparentado com os povos feéricos.Por vezes a Banshie assume a forma de uma virgem que morreu jovem ou pode surgir sob a forma de uma mulher envolta num sudário lamentando-se debaixo da sua cara tapada, também pode voar sob os raios da lua chorando amargamente e o choro desse espírito é o mais tenebroso que se pode ouvir em qualquer parte da terra, é o pressagio da morte...As Fadas foram também algo muito importante na cultura celta, eram divindades femininas, os antigos celtas representavam-nas muitas vezes como três mulheres tendo nas mãos flores e frutos, símbolos da abundância e prosperidade. As Fadas são fiandeiras do destino do mistério e da vida...Elas permanecem nas nossas vidas, em nós, quer queiramos ou não e tal como diz a frase de James Matthew Barrie em Peter Pan: "Cada vez que uma criança disser : "Não acredito em fadas", uma delas, em qualquer lugar, morrerá"Assim que deixarmos de acreditar nelas, elas morrem...

Escrito por MORENA às 14h27
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elfos


Eles são os filhos de Gaia, a mãe natureza, os sidhes (que se pronuncia shee,”chi”) ou o povo das colinas como são chamados e é o nome gaélico para os elfos na Irlanda e nas terras altas da Escócia. Eles vivem preferencialmente de baixo de terra e para se conseguir ver as suas casas diz-se que tem de se caminhar nove vezes à volta de uma colina numa noite de lua cheia e é então que as suas portas se abrem.Os elfos são o complemento masculino das fadas, mensageiros entre este e o outro mundo e tal como as fadas, os elfos desempenham o seu seu papel no equilíbrio da natureza, dançando e tocando instrumentos de corda, enquanto cuidam das plantas e tratam sobretudo da sua fotossíntese, pois são eles quem lidam com o sol. Ás vezes pequenas criaturas todas vestidas de verde e outras, são do tamanho de homens é nos Celtas, cultura nórdica e Gália antiga, onde os elfos são mais representados, eles são, originalmente espíritos da fertilidade e só mais tarde se tornaram seres sobrenaturais, moldados como humanos, mas permanecendo com as suas características feéricas, fossem eles muito belos (elfos da luz) ou extremamente feios (elfos negros). Eles eram adorados nas árvores, montanhas e toda a natureza e esta crença em elfos ou seres sobrenaturais é universal, pois não existe qualquer raça que nos seus tempos primitivos, numa ou outra altura, não acreditasse em seres invisíveis e fantásticos.É em especial nas ilhas britânicas que a crença é mais profunda e nas histórias dos séculos oitavo e nono, existem muitas referências a elfos e fadas, o rei dos elfos, Oberon, e a sua esposa, Titânia, aparecem em obras muito importantes da literatura medieval, tais como “Huon” de Bordeaux e “Sonho de uma noite de Verão” de Shakespeare.As histórias de elfos são várias, o poeta inglês William Blake afirmou ter visto certo dia uma procissão de elfos pelo seu jardim, carregavam o corpo sem vida de um deles sobre uma pétala de rosa, colocaram-no depois na terra e cantaram durante a cerimónia e depois desapareceram.Existem muitas outras historias e lendas, conta-se também como duas crianças foram uma vez descobertas num bosque, um rapaz e uma rapariga com a pele de cor verde pálida, assustados e sem compreender nada do que lhes era dito recusaram-se a comer até que se lhes apresentou um prato de feijão branco, aí eles comeram, sôfregos, e com o tempo eles habituaram-se à comida dos mortais mas o rapaz foi definhando aos poucos até que um dia morreu, a rapariga essa, sobreviveu aprendeu a língua dos homens e a sua tez perdeu a cor verde original e aí ela contou em como viviam num mundo subterrâneo em crepúsculo sem saberem o que era o dia e a noite e certo altura entraram num túnel guiados pelo som distante de um sino, quando chegaram ao exterior, ao ar livre em pleno meio-dia, a luz do sol deixou-os de tal forma assustados que caíram para o chão a gritar de pavor…As aparições de elfos e silfos na idade média foram tão grandes que o rei Carlos Magno e outros depois lhe seguiram, criou uma lei contra os elfos, fadas e outras manifestações, pois o povo vivia quase obcecado e tudo aquilo que lhes era desconhecido era atribuído aos seres feéricos.Mas há aqueles que preferem deixar os elfos viver nos mundos fantásticos como é o da Terra Média, os elfos de J.R.R. Tolkien e estes são os mais comuns que deram depois origem a uma grande variedade de elfos em outras literaturas de fantasia e mesmo jogos de tabuleiro como é o caso do famoso "Dungeons and Dragons", ou o jogo de PC "Warcraft". Tolkien inspirou-se nas lendas arturianas e Celtas, da antiga Inglaterra e criou os elfos da Terra Média, filhos de Iluvatar… (Galadriel, Legolas, Arwen, ...) A raça mais justa, mais sábia, mais ponderada. Imortais e sem idade, os elfos são as mais belas criaturas que se passearam pela terra, constantemente envoltas em luz.Mas será que estes seres mágicos existem mesmo? Eles vivem na literatura de ficção mas já foram reportados inúmeros encontros, mas a maioria destes encontros são apenas testemunhos oculares...Em 1932 uma múmia com perto de meio metro foi encontrada por mineiros que procuravam ouro no estado do Wyoming nos Estados Unidos, este pequeno ser tinha as pernas cruzadas e os braços no peito, um nariz espalmado e uma pequena testa.Foi analisada por raio-x e investigada, o departamento de antropologia certificou que a múmia na altura da morte deveria ter perto de 65 anos e era portanto genuína. Havendo no entanto alguns cépticos claro, que especularam o que poderia ser alguma criança com uma doença congénita que provoca parecenças de um adulto com pequenas proporções, mas infelizmente, ao fim de alguns anos o corpo acabou por desaparecer devido aos diversos "empréstimos" entre investigadores.Mas o que é interessante é que os nativos daquela região tem lendas no seu folclore sobre pequenas pessoas, o que nos faz pensar nem que seja apenas um pouco.E assim, tal como dizem algumas crenças locais nos diversos lugares do mundo, com o passar dos séculos os elfos e os homens distanciaram-se evoluindo em universos separados e paralelos e em que se encontram ocasionalmente, mas diz-se que um dia os elfos irão sair dos seus esconderijos e formarão uma nova aliança com os homens...

Escrito por MORENA às 14h24
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Silfos

(Elementais do Ar)

Os silfos são, dentre os elementais, os que mais se aproximam da concepção que geralmente fazemos dos anjos e fadas, e freqüentemente trabalham lado a lado com esses mesmos anjos. Eles correspondem à força criadora do ar. A mais suave das brisas, assim como o mais violento dos furacões são resultado de seu trabalho.

O ar é a fonte de toda energia vital. Tem recebido nomes variados em diversas partes do globo como prana, chi, ki etc. mas é sempre essencial à vida. Podemos passar sem comida ou água por períodos mais ou menos longos, entretanto é impossível viver sem ar por um período prolongado de tempo, pois respirar é necessidade básica à manutenção da existência.

Nem todos os silfos trabalham e vivem obrigatoriamente na atmosfera. Muitos possuem elevada inteligência e trabalham para criar o ar e correntes atmosféricas adequadas à vida na Terra.

Quando respiramos profundamente e sentimos um doce frescor no ar, estamos nos familiarizando com o fruto do trabalho deles. Vários silfos desempenham funções específicas ligadas à atividade humana. Alguns trabalham para aliviar a dor e o sofrimento. Outros para estimular a inspiração e criatividade. Uma de suas tarefas mais específicas consiste em prestar auxilio às almas de crianças que acabam de fazer a transição. Também atuam temporariamente como anjos da guarda até estarmos mais receptivos e preparados.

Um silfo é designado para acompanhar cada ser humano ao longo de sua existência. Este silfo nos ajuda a conservar e desenvolver o corpo e aperfeiçoar os processos mentais. Assim, nossos pensamentos, bons ou maus, afetam-nos intensamente. Eles encorajam a assimilação de novos conhecimentos e fomentam a inspiração. Trabalham para purificar e elevar nossos pensamentos e inteligência, e também nos auxiliam a equilibrar o uso conjunto das faculdades racionais e intuitivas. No plano físico, nosso silfo pessoal trabalha para que assimilemos melhor o oxigênio presente no ar que respiramos, bem como para manter adequadamente todas as outras funções que o ar desempenha no corpo e no meio ambiente. A exposição à poluição, fumaça, etc. afeta a aparência do silfo e compromete severamente a eficiência de seu trabalho no âmbito de nossas vidas.

Eles freqüentemente se apresentam sob forma humana, mas são assexuados e chegam a inspirar este tipo de comportamento em alguns seres humanos. Tenho observado que as pessoas nas quais predomina a atividade dos silfos geralmente não colocam a sexualidade no topo de sua lista de prioridades, e freqüentemente não conseguem compreender por que isso ocorre com tanta gente. Embora pareça indicar uma certa ruptura com o plano sentimental (elementais da água), devemos ser bastante cautelosos ao fazer tais presunções. O que acontece é que os silfos direcionam este ímpeto sexual e criativo para outros canais de expressão, a saber o próprio trabalho. Contudo, é preciso muito cuidado para não incorrer em extremos; afinal, nenhum de nós pode prescindir de um equilíbrio entre os quatro elementos.

Uma conexão muito forte com os espíritos e elementais do ar torna nossa mente tão ativa que ela passa a requerer constante controle e direção. Pode gerar excesso de curiosidade e intrometimento, paralisar a vontade em virtude da exagerada análise mental e hiperestimular o sistema nervoso, fazendo com que necessitemos de freqüentes mudanças. Além disso, pode ocasionar diversas formas de excentricidade, ou ainda induzir a um fanatismo acompanhado de falta de emoção e de sensibilidade. Também costuma gerar um desprendimento em relação ao que é físico e total desinteresse pelas atividades terrenas.

Já a falta de afinidade com os seres deste reino, incluindo o nosso silfo pessoa, pode distorcer nossa capacidade de percepção a ponto de eliminar o bom senso. É possível que fiquemos tão envolvidos com atividades e emoções que não sobre tempo para refletir sobre a própria vida. A tremenda falta de visão perspectiva que resulta disso pode debilitar gravemente o sistema nervoso e, sob essas condições, a curiosidade e imaginação tornam-se escassas ou mesmo inexistentes.

Os silfos provocam inspiração e afetam as faculdades mentais. A conexão com nosso silfo pessoa facilita a assimilação de novos conhecimentos, pois ele trabalha conosco para expandir a sabedoria.

Também são úteis na proteção do lar e propriedades em geral, porque suas abundante energia confunde as mentes de possíveis intrusos, preocupando-os e fazendo com que pensem duas vezes antes de invadir o espaço alheio.

A sintonia com o silfo pessoal confere acesso ao reino dos arquétipos. Ajuda a coordenar e verbalizar nossas percepções. Estimula a liberdade, o equilíbrio mental e uma saudável curiosidade.

A maneira mais eficaz de controlar nosso silfo pessoal é por meio da constância. Uma abordagem consistente e determinada da vida é indubitavelmente a melhor de todas, pois só ela assegura o pleno cumprimento de nossas resoluções.

Escrito por MORENA às 13h56
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02/06/2008


A hierarquia do mundo invisível

Fadas do prado por Nils Blommér em 1850.
Fadas do prado por Nils Blommér em 1850.

Segundo a teosofia, os espíritos da natureza podem ser categorizados hierarquicamente, na forma como se segue (Gelder, 1986):

  • Anjos ou Devas: seres luminosos de grande inteligência que agem como orientadores da Natureza e supervisores dos espíritos de menor importância.
  • Elementais, Espíritos da Natureza ou Fadas: espíritos dos quatro elementos (ar, água, terra e fogo).
    • Elementais do ar: divididos em sílfides ou fadas das nuvens e fadas das tempestades. As primeiras vivem nas nuvens, são dotadas de elevada inteligência e sua principal atividade é transferir luz para as plantas; interessam-se muito também por animais e por pessoas, para as quais podem agir como protetoras e guias. As fadas das tempestades possuem grande energia e circulam sobre as florestas e ao redor dos picos das montanhas; costumam ser vistas em grupos pelas alturas e só descem à superfície quando o vento está forte.
    • Elementais da terra: seus principais representantes são os gnomos, criaturas de cerca de um metro de altura que vivem no interior da terra (embora existam gnomos da floresta, que cuidam basicamente das raízes das plantas). Os kobolds, menores que os gnomos, são mais amigáveis e prestativos para os humanos que seus parentes, embora sejam igualmente cautelosos. Os gigantes são entidades enormes que costumam estar ligados à montanhas, embora também possam viver em florestas antigas. Finalmente, os Devas da Montanha, são os elementais da terra mais evoluídos, entidades que permeiam e trabalham com uma montanha ou uma cadeia inteira de montanhas, com sua consciência tão profundamente imersa na Terra que mal tomam conhecimento da existência de criaturas de vida breve, como os homens.
    • Elementais do fogo: as salamandras ou espíritos do fogo, habitam o subsolo vulcânico, os relâmpagos e as fogueiras. São mais poderosas que as fadas dos jardins, mas estão mais distantes da humanidade também. São espíritos de transformação, responsáveis pela conversão de matéria em decomposição em solo fértil. Podem agir também como espíritos de inspiração, mediadores entre o mundo angélico e os níveis físicos de criação (ou seja, agem como musas).
    • Elementais das águas: representados pelas ninfas, ondinas, espíritos das águas e náiades, são responsáveis por retirar energia do sol para transmití-la à água. As ninfas estão ligadas às águas, mas também à montanhas e florestas. Regulam o fluxo da água na crosta terrestre e dão personalidade e individualidade a locais aquáticos, tais como poços, lagos e fontes. Podem assumir a forma de peixes, os quais protegem. As ondinas parecem estar restritas a determinadas localidades, sendo responsáveis pelas quedas d'água e a vegetação circundante. Os espíritos das águas vivem em rios, fontes, lagos e pântanos. Assemelham-se a belas donzelas, muitas vezes com caudas de peixe; gostam de música e dança, e têm o dom da profecia. Embora possam ajudar eventualmente os seres humanos, estes têm de se acautelar com tais espíritos, que podem ser traiçoeiros e afogar pessoas. Da mesma forma que os espíritos das águas, as náiades presidem os rios, correntezas, ribeiros, fontes, lagos, lagoas, poços e pântanos.

Fadas Envie Imagens

 

Escrito por MORENA às 14h41
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As Fadas

Fada da Bela Adormecida, Flora Num conto como a bela adormecida, temos a história de um rei e uma rainha que convidam as fadas para o baptizado de sua filha. As fadas vêm e fadam. Cada uma dá a menina um dom qualquer, até que a fada malvada (não convidada para a festa) invade o castelo e fada a menina com a morte...

A fada é um ser mitológico, característico dos mitos célticos, anglo-saxões, germânicos e nórdicos. Mas o que mais há a saber sobre as fadas? 

 "As imagens do mito jamais podem ser uma representação directa do segredo total da espécie humana, mas apenas o propósito de uma atitude, o reflexo de uma posição, uma postura de vida, uma maneira de jogar o jogo. E onde as regras ou formas de tal jogo são abandonadas, a mitologia dissolve-se e, com a mitologia, a vida."
Joseph Campbell em As Máscaras de Deus (Mitologia Primitiva)

Escrito por MORENA às 14h11
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Origem da Palavra

Como acontece com palavras muito antigas e de uso diversificado, a palavra fada oferece grandes dificuldades quanto a sua etimologia. Os pesquisadores de tendências clássicas procuram associá-la ao termo pher usado por Homero para designar os centauros. A palavra inglesa para fada é fairy. Acredita-se que esta palavra venha do persa peri. Ao que parece, os cruzados entraram em contacto com este termo através do árabe que, como se sabe, não possui a letra p, substituíndo-o por f quando tem necessidade de escreve-la. Assim, em árabe, peri tornou-se feri e deste modo veio para Europa, trazida pelos cavaleiros da cruz e peregrinos. Considera-se como apoio a esta interpretação o facto de fada Morgana, tão celebrada no romance medieval, ser a mesma merjan peri, muito conhecida nos contos populares do oriente.

Fada A palavra fada, tal como aparece nas línguas românticas: fae, fee (francês), fada (português), hada (espanhol) e fata (italiano) têm a sua origem na palavra latina fatum (destino). No quarto século de nossa era, encontramos essas palavras usadas no plural feminino e equivalente às parcas  (divindades relacionadas com o destino). No reverso de uma medalha de ouro do imperador Diocleciano encontram-se três figuras femininas com a seguinte legenda: fatis victricibus.  Uma estaca funerária, encontrada em Valencia, Espanha, possui, num de seus lados a inscrição: fatis q, fabius ex voto e, do outro lado, três figuras femininas com os atributos das parcas.
Na idade-média encontra-se o uso, em latim, do verbo fatare com o sentido de encantar. Este verbo foi adoptado com o mesmo sentido pelo italiano, provençal, espanhol e português. Na nossa língua, usa-se o verbo fadar com o sentido de dar um destino bom ou mau; daí o adjectivo fadado para indicar uma pessoa marcada pelo destino.

É com esta ideia de trazer um destino que as fadas aparecem nos contos populares. Num conto como a bela adormecida, temos a história de um rei e uma rainha que convidam as fadas para o baptizado de sua filha. As fadas vêm e fadam. Cada uma dá a menina um dom qualquer, até que a fada malvada (não convidada para a festa) invade o castelo e fada a menina com a morte. Por fim a última fada consegue abrandar a terrível profecia dizendo que a princesinha, aos quinze anos, feriria o dedo numa roca de fiar e adormeceria por muitos anos até que chegasse um príncipe para despertá-la. O mesmo acontece com a gata-borralheira (Cinderela). Quando a mãe de Cinderela morreu, entregou-a a uma fada que se tornara sua madrinha. A Cinderela, na casa da madrasta está impedida de cumprir o seu destino: casar-se com o príncipe. No clímax do relato, no momento em que a situação da personagem se torna angustiante, surge a fada madrinha que, por meio de encantamentos facilita a realização do destino que lhe estava reservado.

A questão, entretanto, não fica resolvida com essas colocações. As questões etimológicas são sempre muito difíceis e, não raro, insolúveis. Assim, a palavra fada transita numa espécie de região brumosa, envolta em mistério como os seres que ela designa.

Escrito por MORENA às 14h10
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A Origem das Fadas


A primeira resposta que surge a esta questão é a do animismo. Os povos primitivos costumam atribuir aos efeitos naturais uma causa sobrenatural e, ao mesmo tempo, julgam que todo o universo é habitado por almas ou espíritos que se incumbem de proteger um determinado objecto, um certo lugar etc. deste modo, para esses povos, há espíritos que exercem sua ação protectora sobre os lagos, os rios, os bosques, as árvores e, até mesmo a humilde plantinha que cresce na sombra de um poderoso carvalho, pode ter seu espírito protector.

Os gregos e os romanos que não eram de modo algum povos primitivos, também tinham crenças muito semelhantes. Acreditavam, por exemplo, que as erupções do Etna ou do Estromboli eram causadas por Tiphon e Vulcano. Os gregos consideravam a via-lactae como leite derramado dos seios rainha do céu; Zeus, na hora das tempestades, atirava seus raios contra a terra; Poseidon era responsável pelas tempestades no mar; Éolo guardava no fundo de uma caverna os ventos tumultuosos e, assim, por diante.

Deste ponto de vista (ponto de vista animistas) as fadas são, como os deuses e outros espíritos da natureza, produtos da imaginação popular que a tradição conserva e enriquece através da acção dos bardos e dos contadores de histórias em geral.
No mito nórdico explica-se a origem dos espíritos do seguinte modo: quando o gigante Yamir morreu, de seu cadáver, emergiram milhares de vermes. Esses vermes, imediatamente, se transformara em espíritos uns positivos (espíritos da luz) e outros negativos (espíritos das trevas). O primeiro grupo das quais as fadas fazem parte, é formado por espíritos benignos e felizes. O segundo grupo que vive em regiões subterrâneas, é formado de seres malévolos que personificam o espaço maldito das coisas e seres demoníacos que se opõem à divindade.
Noutros lugares, as fadas são tidas como anjos caídos ou mortos sem baptismo mas não suficientemente maus para irem para o inferno e que se comprazem no mal. São temidos pelo perigo que representam para os homens. Nas terras geladas, temos uma outra versão para o surgimento desses seres. Conforme essa versão, Eva, a nossa primeira mãe, estava banhando seus filhos nas águas do rio quando deus falou com ela. Apavorada com a voz divina, ela escondeu os filhos que não havia lavado. Deus, então, perguntou-lhe se todos os seus filhos estavam ali. Ela respondeu que sim, deus ouvindo isso, falou: os filhos que escondeste de mim, serão, também, escondidos dos homens. Foi desse modo que os filhos de Eva havia escondido se transformaram em elfos, gnomos e fadas.
No folclore da Escandinávia, estes espíritos (as fadas) são conhecidos como huldre. As moças huldres são excepcionalmente belas mas possuem caudas semelhantes à das vacas e, ás vezes, orelhas pontiagudas, e são forçados a viver para sempre nas regiões crepusculares, sem sofrerem as torturas infernais nem gozarem as delícias do paraíso. Em Devon, os elfos são considerados almas de crianças pagãs. Estas crenças são recentes e originam-se da tradição cristã pois o baptismo sendo desconhecido (o baptismo nos moldes cristãos) antes do cristianismo, não poderiam dar origem a tais ideias. As fadas, porém, como já vimos são muito mais antigas e precedem ao cristianismo de alguns milénios, existindo sob muitas formas e nas mais diferentes partes do mundo.

Escrito por MORENA às 14h10
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O Reino das Fadas


Cottingley fairies Photo Tradicionalmente, as fadas vivem num reino próprio: o reino das fadas. Sua localização é, naturalmente mítica, entretanto, houve época em que a possibilidade de localizá-lo geograficamente foi considerada. Os habitantes do país de Gales, por exemplo, julgavam que ele ficava ao norte de suas terras montanhosas ou nas misteriosas rochas localizadas na parte ocidental de Pembrokeshire. Mais tarde, deslocou-se o reino da fadas para ilha que fica no canal irlandês, fora das costas de Pembrokeshire.
Em muitas lendas, principalmente as dos povos marítimos, o reino das fadas fica localizado em ilhas flutuantes como a de São Brandão. muitos marinheiros juram ter visto tais lugares e, nessas ocasiões, descem de seus navios para alcançá-lo; mas eles desaparecem como que por encanto. Conta-se também que os habitantes do reino das fadas poderiam viver entre nós como pessoas comuns e muitas pessoas juravam tê-los visto frequentando os mercados da Alughorne e Milford Heven.

Avalon é, provavelmente, o mais famoso reino das fadas da literatura ocidental.  É descrito como um lugar maravilhoso onde vivem diversas fadas entre elas destacando-se a figura impar de Morgana, a irmã do não menos lendário rei Arthur, Avalon parece ser uma ilha situada em qualquer lugar no meio do oceano e, assim, guarda profundas afinidades com a ilha de Ogigia ou com o reino da Circe, citados por Homero na Odisséia. Segundo algumas versões, Avalon possui uma espécie de bruma que a envolve, escondendo-a dos olhos humanos. Há, porém, outras versões as que dizem ser Avalon uma ilha extremamente clara (Avalon a branca) mas que não se revela facilmente aos olhos profanos. Avalon é muitas vezes confundida com a ilha de vidro ou de ar. A referência a esses elementos, vidro, ar, etc., dizem respeito à necessidade de proteger esses lugares dos não iniciados. Há inclusive a ideia de que lugares como esses são cercados por muralhas de fogo o que evita a aproximação daqueles que não são qualificados para entrar em contacto com todos os centros de energia.
O nome Avalon, entretanto, pode ser explicado a partir do cimérico afal, palavra que significa maçã, assim, Avalon significaria ilha das maçãs. Essa versão lembra, na mitologia grega, a ilha das Hespérides  (ilha para além do oceano) onde havia um jardim no qual estava plantada uma árvore cujos pomos eram de ouro. A conquista desses pomos consistiu-se em um dos trabalhos do famoso herói grego Hércules.
Conforme outra versão, a ilha de Avalon (ilha branca) nada mais seria do que a ilha de Apolo, deus que, na língua dos celtas, é chamado de ablum ou belen. Deste ponto de vista, Avalon seria uma espécie de terra solar ou reino de Apolo hiperbóreo.
Numa coisa, contudo, todas as tradições parecem concordar: Avalon é uma terra paradisíaca. Lá não há frios excessivos nem seca prolongada, reina sempre uma eterna primavera. Nessa ilha não se envelhece, não se adoece, não se morre. Todas as plantas crescem naturalmente sem a necessidade de se trabalhar a terra e as árvores exibem frutos maduros e saborosos.

O lugar preferido pelas fadas, entretanto, são os montes. A palavra galesa para fada é sidhe. Que significa povo das montanhas. À noite, nos montes das fadas são vistos, muitas vezes, luzes cintilantes. Algumas vezes, nota-se sobre os montes uma procissão de fadas que se desloca de uma colina para outra. Essas coisas acontecem tradicionalmente na noite de sete de Agosto. No topo dos montes das fadas, existe sempre um castelo, visível apenas àqueles a quem as fadas por razões especiais, permitem a visão. Quando as fadas desejam ocultar-se, por mais que se olhe nada se verá sobre o monte. Havia um palácio desses no topo do monte de Glastonbury-tor. Conforme um antigo relato, esse castelo foi visitado por S. Collen. A visita deu-se do seguinte modo:

S. Collen era um eremita que havia construído o seu lar no pé do monte Glastonbury-tor. Um dia, ele ouviu dois homens conversando sobre o rei das fadas que possuía um palácio ali por perto. O santo eremita pediu aos homens que não continuassem com aquela conversa pois estavam falando sobre demónios. Os homens ficaram muito amedrontados e preveniram-no de que o rei das fadas tomaria as suas palavras por insulto e, em breve, o procuraria para tomar satisfações. Não demorou muito e um estranho visitou-o, pedindo que o acompanhasse até ao castelo do rei das fadas. Por três vezes, S. Collen recusou o convite até que, em face da insistência do homem, resolveu partir com ele mas levou consigo, sob o hábito, um frasco de água benta. Ao chegar ao cume do monte, o santo viu um magnífico castelo todo iluminado de onde vinham sons maviosos. Entrou no castelo e, no seu interior, encontrou um opulento banquete, servido por jovens de rara beleza vestidas de vermelho e azul. O rei das fadas ofereceu a S. Collen comida e bebida mas o santo eremita replicou: eu não comerei das folhas das árvores. O rei, então, perguntou se ele não se admirava da cor da roupa de seus serviçais. O monge, altivamente, respondeu que a cor vermelha lembrava-lhe as chamas eternas e o azul, o gelo pavoroso das regiões infernais. Imediatamente, S. Collen atirou água benta sobre o rei e seus serviçais. As luzes se apagaram e a música maravilhosa que se ouvia por todo o palácio cessou por completo.
Tudo desapareceu: o rei, seus auxiliares e o próprio castelo. S. Collen ficou sozinho sobre o monte onde só se ouvia o barulho dos ventos e nada mais.


Segundo os mitos, nesses montes, as fadas também costumam guardar tesouros. Homens ambiciosos, escavando os montes onde existem fadas, são frequentemente perturbados por vozes estranhas, sons apavorantes e tempestades inesperadas. Se essas advertências são ignoradas, a má sorte, a calamidade e até a morte poderão sobrevir contra o violador. O reverendo F. Warner na sua acta de 1854, conta o caso de alguns homens que, ansiosos para encontrar um tesouro, foram cavar num local chamado castelo Neroche em Somerset:

Antes que encontrassem uma única moeda, foram tomados por grande pânico e renunciaram a sua empreitada. Estes homens, depois de um mês, tiveram morte violenta, pagando com a vida a sua ousadia. Não se pode ainda que por descuido, invadir um local eleito pelas fadas para sua moradia. Aquele que, por exemplo, sem o saber, construir sua casa em um terreno habitado por fadas, correrá o grande risco pois esses seres são capazes de mover as casas do lugar, derrubá-las e criar incríveis perturbações aos moradores incautos.

O convite para se visitar o reino das fadas deve ser encarado com extremo cuidado, principalmente, com respeito à alimentação ali servidas. A comida e a bebida oferecida pelo povo encantado deve ser recusada pelo ser humano (lembremo-nos da recusa de S. Collen) porque aquele que fizer uso do alimento mágico, jamais deixará aquele lugar. A ideia do alimento mágico aparece no mito grego de Hades e Perséphone. Hades, o senhor dos mortos, raptou Perséphone, a filha de Deméter, e levou-a para o mundo das sombras. Deméter, desesperada, procura a filha por toda a parte, mas inutilmente. Quando, por fim, encontra Perséphone no reino dos mortos, não pode mais resgatá-la pois esta já comeu sete bagos da romã do mundo subterrâneo, e, por isso, não poderá sair dali.

Escrito por MORENA às 14h09
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A Música das Fadas

Diz a lenda que as fadas são excelentes musicistas e a sua música possui especial magia e muitas canções, hoje conhecidas no mundo dos homens, têm a sua origem no mundo das fadas. Esses espíritos são fascinados por música e os músicos humanos de grande habilidade correm o risco de serem raptados por esses seres e levados ao seu reino para que seu talento seja apreciado por uma corte de fadas e outros seres espirituais. As melodias das fadas são marcadas por um som plangente mas selvagem que, a um tempo, encanta e seduz. A pessoa que tiver o infortúnio de escutar esses sons mágicos, sentirá, inicialmente, uma grande sensação de paz, até que adormece para não mais despertar. Seus instrumentos principais são: a flauta, a gaita, o violino e outros instrumentos fantásticos desconhecidos dos seres humanos.

A Justiça das Fadas

As fadas, muitas vezes, usam seus poderes para premiar os bons e castigar os maus. Há uma velha lenda irlandesa que é um bom exemplo da justiça das fadas. O relato fala-nos de Lusmore, um infeliz corcunda que morava numa aldeia junto ao monte Gloomy Galtes:

Lusmore, por ser muito feio, era objecto da hostilidade geral. As pessoas maldosas inventavam histórias terríveis sobre ele mas, em verdade, Lusmore era um homem sensível e de bom coração. Passava os dias, solitários, tecendo palha e junco para fazer belos chapéus e cestos cujo preço era sempre o mais barato do mercado.
Uma tarde quando Lusmore voltava para casa, vindo da aldeia de Chair, parou um pouco para descansar. sentou-se na erva verde e ficou admirando, lá ao longe, o céu que se unia com as montanhas azuis. Nisto ouviu-se uma bela música, acompanhada de cantos maviosos. A melodia era tão cativante que Lusmore ouvia atentamente com a alma elevada.
Depois de ouvir a canção por alguns momentos, Lusmore levantou-se e caminhou na direção de onde vinham os sons. Não demorou muito, viu, numa espécie de depressão o povo das fadas cantando e dançando. A letra da canção era repetida, embora monótona. Lusmore, que era muito sensível à música, entrou no grupo das fadas, acrescentando versos novos à velha canção. As fadas ficaram muito bem impressionadas com a variação feita por Lusmore, elogiaram o seu talento e a sua habilidade poética. O líder do grupo aproximou-se, então, do corcunda e, passando-lhe a mão pelas costas, curou-lhe a deformidade, dizendo: de agora em diante, Lusmore não precisa mais carregar nas costas esta horrenda corcunda.
Imediatamente, Lusmore sentiu uma desacostumada leveza nos ombros. Olhou em torno e notou maravilhado que, pela primeira vez, podia mexer com a cabeça em todas as direcções. Admirado, notou que era um outro homem. De repente, sentiu um peso nos olhos e caiu em sono profundo. Quando acordou - maravilha das maravilhas - estava vestido com magnífica roupa, toda branca que, por certo, era presente das fadas. Não mais a corcunda nem a feiura que o tornavam tão infeliz. Lusmore era, agora, um homem belo e garboso.
Não muito tempo depois, quando a história de Lusmore já era bem conhecida, uma velha procurou-o, pedindo detalhes de sua cura maravilhosa porque um amigo seu, que era corcunda, estava interessado em tentar o mesmo tratamento. Lusmore, que tinha um bom coração, descreveu com detalhes o que lhe havia acontecido. A mulher agradeceu e foi para casa. No outro dia, ela contou ao seu amigo a história de Lusmore e os dois foram juntos ao local onde Lusmore havia assistido a dança das fadas.
Jack Maden, este era o nome do corcunda amigo da velha, era um corcunda astuto, maldoso e extremamente rabugento. Assim que chegaram ao lugar onde Lusmore ouvira a música, notaram que as fadas estavam lá cantando e dançando. Tão apressado estava Jack Maden de ficar livre de sua corcunda que nem pensou se aquele era o momento adequado para cantar a sua variante e irrompeu pelo meio das fadas, cantando com voz esganiçada. Jack Maden pensava que, se a primeira variante havia sido tão bem recebida, a segunda seria acolhida melhor ainda e, se Lusmore ganhara uma roupa nova, por certo ele ganharia duas.
As fadas, entretanto, ficaram muito zangadas com aquela intromissão e, atirando o intruso ao chão, cercaram-nos com gritos clamorosos e estridentes. Por fim, um dos membros da comunidade disse: Jack Maden ficamos tão mal impressionados com a sua canção que você sairá daqui com duas corcundas.
Imediatamente as fadas, usaram a corcova de Lusmore e a colocaram nas costas de Jack Maden onde ficou tão firme como se houvesse nascido ali. Deste modo, no dia seguinte, o pobre Jack Maden foi encontrado com as duas corcundas e muito mal tratado. Jack Maden não demorou muito e morreu sob o peso das duas corcovas.

Escrito por MORENA às 14h06
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O Anel das Fadas

Diz-se que as fadas, às vezes, costumam dançar em circulo sobre a erva verde, em baixo de velhos carvalhos ou em vales floridos, esta dança é chamada de o anel das fadas. A visão desse espectáculo é muito perigosa para o ser humano.  O suave encantamento da música das fadas, seduz e arrasta o espectador para dentro do anel.
Ali comem ou bebem o alimento mágico, tornando-se, assim, para sempre escravos desses seres sobrenaturais. A dança das fadas é um saltitar selvagem que lembra um pouco o ditirambo do culto de Dionisio. a dança parece durar apenas uma ou duas horas, mas o tempo real de duração é de sete anos.

O Carácter das Fadas

As fadas parecem-se muito com os seres humanos e tanto podem ser más como boas. As más são frívolas, perversas, comprazendo-se em trazer perturbações para o homem. As boas mostram-se gentis, amigas e dispostas a colaborar com as pessoas com quem simpatizam. Em tempos imemoriais, porém, as fadas eram consideradas extremamente perigosas. Muitas mortes de animais, perda de colheitas, chuvas de granizo, morte de pessoas, epidemias e até mesmo o sarampo e outras doenças menores eram atribuídos às fadas. A tuberculose, doença avassaladora entre os povos antigos tinha por causa, segundo a imaginação popular, visitas nocturnas que o doente fazia à colina das fadas onde tinha as suas energias sugadas. A paralisia infantil, as deformidades com ser corcunda ou coxo, eram também entendidas como males trazidos por fadas; e não era só isso: o desaparecimento de objectos, irritações do dia a dia, insónia ou pesadelos eram tidos como produtos das estripulias das fadas.

Naturalmente, os seres humanos deveriam ter alguns recursos para impedir a acção nefasta desses seres que lhe poderiam causar tanto e tão variados aborrecimentos. Esses recursos, obviamente, eram também mágicos. Conta-se entre esses elementos apotropaicos: a faca de ferro colocada no vão da porta, tesoura aberta sob o travesseiro, unha no bolso, sinos, a bíblia, água corrente, pão, crucifixo, cruz, sal grosso, ferraduras, hóstias, águas benta, pano de linho no soalho, meia debaixo da cama, faca sob o travesseiro, cabeça de porco ou um pentagrama atrás da porta e erva de S.João.

Escrito por MORENA às 14h05
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A Fada no Conto Tradicional de Encantamento


Fairies Nos contos tradicionais que estamos acostumados a ouvir as fadas são diferentes de tudo o que vimos até aqui. Na tradição não cristã, aplica-se o nome fada a todos os espíritos da natureza, incluindo enorme variedade de seres dos mais variados tipos e aspectos que vão, desde pequeninos espíritos alados que vivem nos bosques até os espíritos perturbadores que assombram a casa dos homens.
Nos nossos contos de fadas, essas personagens, depuradas pelo cristianismo, aparecem com uma única e bem definida forma: são mulheres brancas, de feições finas, cabelos louros que caem em cascatas sobre seus ombros. Vestem vestidos belíssimos bordados de ouro e de prata. Na cabeça usam chapéus em forma de cone, muito semelhantes aos da bruxa o que acentua, naturalmente o parentesco entre elas. Nas mãos  trazem uma pequena vara (varinha de condão) com a qual executam as suas magias.
A presença da varinha de condão é outra analogia entre as fadas e as bruxas pois os feiticeiros também costumam usar certos tipos de varas, cajados etc.

As fadas possuem extrema habilidade nos trabalhos manuais; daí a expressão para designar uma mulher muito hábil em trabalhos femininos: fulana tem mãos de fada ou é fada do lar.
As fadas dos cantos de encantamento são, em geral, muito boas, prestimosas, amigas dos homens e, muitas vezes aceitam ser madrinhas das crianças comuns. As crianças amadrinhadas pelas fadas crescem acompanhadas por elas que as auxiliam nos momentos difíceis de suas vidas. É interessante notar que, se as fadas aceitam ser madrinhas de uma criança, esse baptizado não se faz nas igrejas; isto porque a tradição cristã reconhece o carácter pagão desses seres, o que os torna incompatíveis com os cerimoniais da religião cristã.

Assim são fadas: seres da natureza, brincalhões ou malévolos, mulheres maravilhosas, idealizações do feminino positivo mas, antes de qualquer coisa, mitos. É esta dimensão mitológica que as torna tão arreigadas na mente humana e persistentes nas tradições dos mais diversos povos.
Desse modo, não é de se estranhar, portanto, que os contos de fada, apesar de sua antiguidade, continuem a resistir e a se impor como um tipo de narrativa sempre contada. No cinema, nas histórias de banda desenhada, os contos de fadas retornam com novas energias e novo vigor como uma fénix que renascesse das próprias cinzas. Este fato se deve aos elementos arquetípicos presentes nos contos maravilhosos elementos esses profundamente entranhados no inconsciente colectivo, parte essencial da bagagem psíquica do homem na sua viagem pelo planeta terra. As fadas, os príncipes encantados, as bruxas, as terras maravilhosas, os reis, os gigantes são morfemas míticos básicos para a existência do homem, este animal criador de símbolos, de sonhos, de mitos e de ilusões. 

Artigo de José Carlos Leal

Escrito por MORENA às 14h05
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